Surto de COVID-19

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o surto. Para o vírus, veja SARS-CoV-2. Para a doença, veja COVID-19.
Surto de COVID-19
2019-nCoV Outbreak World Map.svg
  País de origem (China)
  Casos confirmados
  Casos suspeitos
Doença COVID-19
Origem China Wuhan, Hubei, China
Período 1 de dezembro de 2019 até atualmente[1][2]
(2 meses e 16 dias)
Estatísticas globais
Casos 71,449[3][ Ver casos por país ↓ ]
Mortes 1,775[3]
Territórios afetados 29
Atualizado em 17 de fevereiro de 2020

O surto de COVID-19, também conhecido como epidemia de pneumonia por novo coronavírus de 2019–2020, coronavírus de Wuhan, epidemia de pneumonia na China ou pneumonia de Wuhan (chinês simplificado: 肺炎 肺炎; chinês tradicional: 肺炎 肺炎; pinyin: Wǔhàn fèiyán), começou em 1 de dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, no centro da China, com um grupo emergente de pessoas com pneumonia de causa desconhecida, ligadas principalmente a vendedores ambulantes que trabalhavam no Mercado de Frutos do Mar de Huanan, que também vendia animais vivos.[1][2]

Os cientistas chineses posteriormente isolaram um novo coronavírus, o SARS-CoV-2, que foi encontrado ser pelo menos 70% semelhante na sequência genética à SARS-CoV, e posteriormente mapeou e disponibilizou sua sequência genética.[4][5][6][7] No entanto, o vírus não mostrou a mesma gravidade do SARS. As questões levantadas incluem se o vírus está circulando há mais tempo do que se pensava anteriormente, se Wuhan é realmente o centro do surto ou simplesmente o local em que foi identificado pela primeira vez com a vigilância e os testes em andamento, e se poderia haver uma possibilidade de que Wuhan seja um evento de super dispersão.[8][9]

Se o incidente constitui uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional (PHEIC) sob os Regulamentos Internacionais de Saúde foi discutido em 22 de janeiro de 2020 por um comitê de emergência organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).[9] A decisão foi adiada por falta de informação.[10] Em 23 de janeiro de 2020, a OMS decidiu não declarar o surto uma PHEIC.[11] Entretanto, em 30 de janeiro de 2020, a OMS declarou o surto uma PHEIC, pedindo que "uma ação coordenada de combate à doença deverá ser traçada entre diferentes autoridades e governos".[12] A declaração faz com que esta seja apenas a sexta vez que essa medida é invocada pela OMS, desde a pandemia de H1N1 em 2009.[13] Na primeira semana de fevereiro de 2020, o número de mortes causado pelo novo coronavírus ultrapassou 800, superando o SARS, que matou 774 pessoas em todo o mundo entre 2002 e 2003.[14] Posteriormente, no mês de fevereiro, o número de mortes subiu para mais de 1.400.

De acordo com as pesquisas da Universidade de Agricultura do Sul da China, o Pangolim pode ter sido o hospedeiro intermediário do vírus, enquanto pesquisas do Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças, encontraram smiliaridade com a genética de morcegos e cobras.[15] Os cientistas estudaram mil amostras de animais selvagens e determinaram que os genomas das sequências de vírus estudadas no pangolim eram 99 por por cento idênticos aos dos pacientes infectados pelo coronavírus em Wuhan.[16] Em 11 de fevereiro de 2020, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da OMS, anunciou o nome oficial da doença, que passaria a ser chamada de COVID-19, porque a palavra coronavírus refere-se ao grupo que o vírus pertence, e não à última cepa descoberta, sendo que o vírus em si foi designado por SARS-CoV-2.[17] O epidemiologista americano e consultor da OMS, Ira Longini, alertou que cerca de dois terços da população mundial pode ser infectado pelo Covid-19.[18]

Prevenção

Wuhan: fila para comprar máscara.

Atualmente, a SARS-CoV-2 não possui um tratamento médico ou vacina eficaz, embora estejam em andamento esforços para desenvolvê-los.[19][20] Seus sintomas incluem, entre outros, febre, dificuldades respiratórias e tosse,[21] que foram descritas como "semelhantes à gripe".[22]

Para prevenir a infecção, a OMS recomenda "lavar as mãos regularmente, cobrindo a boca e o nariz ao tossir e espirrar ... [e] evitar o contato próximo com alguém que mostre sintomas de doença respiratória (como tossir e espirrar)".[23][24] Embora não haja tratamentos específicos para o coronavírus humano em geral, o CDC dos EUA fornece conselhos genéricos de que uma pessoa infectada pode aliviar seus sintomas tomando medicamentos regulares para a gripe, bebendo líquidos e descansando.[25]

Alguns países exigem que as pessoas relatem sintomas semelhantes aos da gripe ao seu médico, especialmente se tiverem visitado a China continental.[26] Em 20 de janeiro de 2020, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, pediu esforços decisivos e eficazes para prevenir e controlar a epidemia de pneumonia causada pelo novo coronavírus.[27]

Transmissão

Incidência da COVID-19 por país
Países Casos Mortes Sob.[3] Fontes
 China (continental) 70,553 1,770 10,845 [28][29]
Transporte internacional[nota 1] 454 [30]
 Singapura 77 24 [31]
 Japão 66 1 18 [30]
 Hong Kong 60 1 2 [32]
 Tailândia 35 15 [33]
 Coreia do Sul 30 10 [34]
 Malásia 22 9 [35]
 Taiwan 22 1 2 [36]
 Alemanha 16 3 [37]
 Vietnã 16 7 [38]
 Austrália 15 10 [39]
 Estados Unidos 15 3 [40]
 França 12 1 4 [41][42]
 Macau 10 5 [43]
 Reino Unido 9 8 [44]
 Emirados Árabes Unidos 9 3 [45]
 Canadá 8 1 [46]
 Filipinas 3 1 2 [47]
 Índia 3 3 [48]
 Itália 3 [49]
 Espanha 2 2 [50]
 Rússia 2 2 [51]
 Bélgica 1 1 [52]
 Camboja 1 1 [53]
 Egito 1 [54]
 Finlândia 1 1 [55]
   Nepal 1 1 [56]
 Sri Lanka 1 1 [57]
 Suécia 1 [58]
Total (29 territórios) 71,449 1,775 10,983 [3]
  1. O navio de cruzeiro Diamond Princess está em quarentena em águas japonesas e é gerenciado pelo Japão. Embora algumas fontes incluam estes casos na contagem japonesa, a OMS os classifica como de "transporte internacional".
Atualizado em 16 de fevereiro de 2020

Os primeiros casos suspeitos foram notificados em 31 de dezembro de 2019,[59] com os primeiros sintomas aparecendo algumas semanas antes, em 1 de dezembro de 2019.[1][2] O Mercado foi fechado em 1 de janeiro de 2020 e as pessoas com os sintomas foram isoladas.[59] Mais de 700 pessoas, incluindo mais de 400 profissionais de saúde, que entraram em contato próximo com casos suspeitos, foram posteriormente monitoradas.[60] Com o desenvolvimento de um teste de PCR de diagnóstico específico para detectar a infecção, a presença de SARS-CoV-2 foi então confirmada em 41 pessoas em Wuhan,[4] das quais duas foram posteriormente relatadas como sendo um casal, um dos quais não tinha estado no Mercado e outros três membros da mesma família que trabalhavam nas bancas de produtos do mar do mesmo Mercado.[61][62]

A primeira morte decorrente da epidemia ocorreu em 9 de janeiro de 2020.[63] A Comissão Nacional de Saúde da China confirmou, em 20 de janeiro de 2020, que o novo coronavírus pode ser transmitido entre seres humanos.[64] Na altura, vários profissionais de saúde também foram infectados.[65] A OMS alertou que era possível um surto mais amplo.[66] Houve também preocupações de se espalhar mais durante a alta temporada de viagens da China por volta do Ano-Novo Chinês.[67]

Em 20 de janeiro, a China registrou um aumento acentuado nos casos com quase 140 novos pacientes, incluindo duas pessoas em Pequim e uma em Shenzhen.[68] Em 23 de janeiro de 2020, Wuhan foi colocada em quarentena, no qual todo o transporte público dentro e fora de Wuhan foi suspenso.[69] Huanggang e Ezhou, adjacentes a Wuhan, também foram colocadas em quarentena semelhante em 24 de janeiro de 2020.[70][71] Em 24 de janeiro de 2020, o primeiro caso do novo coronavírus foi confirmado na Europa, mais precisamente na França.[72]

Em 13 de fevereiro de 2020, após dois casos confirmados em condomínio, autoridades investigam transmissão entre pacientes sem qualquer tipo de relação. A suspeita é de que o vírus tenha se espalhado pelos encanamentos de um edifício. Um prédio de 35 andares foi evacuado e mais de cem pessoas não puderam voltar para casa após a confirmação de que dois moradores estavam com o vírus: uma mulher de 62 anos, que mora no 3º andar, e um vizinho não identificado do 13º.[73]

No mesmo dia, Robert Redfield, diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, disse a CNN que a transmissão assintomática do novo coronavírus é possível. Redfield disse que uma pessoa infectada que não apresenta sintomas ainda pode transmitir o vírus a outra pessoa.[74]

Em 14 de fevereiro, foi confirmado o primeiro caso na África, com um único paciente no Egito.[75]

Em 15 de fevereiro, foi confirmado o primeiro caso do novo coronavírus — de uma norte-americana de 83 anos — envolvendo o navio de cruzeiro Westerdam. O navio, que tinha um total de 1.455 convidados e 802 tripulantes a bordo e não estava em quarentena. Vários países asiáticos se recusaram a deixar o Westerdam atracar em seus portos antes de serem autorizados a desembarcar no Camboja no dia 14 de fevereiro.[76]

Na China, o Covid-19 infectou mais de 1.700 agentes de saúde, a maioria na província de Hubei, e causou seis mortes por pneumonia viral, incluindo Li Wenliang, um jovem oftalmologista entre os primeiros a alertar a epidemia.[77]

Em 15 de fevereiro, 1 671 mortes foram confirmadas, sendo 1 667 na China continental,[29] uma em Hong Kong, uma nas Filipinas,[28], uma no Japão.[78] e uma na França.[79] Casos confirmados foram reportados em 29 territórios, sendo eles na China, no Japão, na Tailândia, na Singapura, em Hong Kong, na Coreia do Sul, na Austrália, na Alemanha, nos Estados Unidos, em Taiwan, em Macau, na Malásia, no Vietnã, na França, no Canadá, nos Emirados Árabes Unidos, na Índia, nas Filipinas, na Itália, no Reino Unido, na Rússia, na Bélgica, em Camboja, no Egito, na Espanha, na Finlândia, no Nepal, no Sri Lanka e na Suécia.[3] Em 15 de fevereiro de 2020, o número de casos confirmados em laboratório é de 67 100, sendo 66 492 na China continental,[28][29] 247 (sendo 218 casos no navio de cruzeiro Diamond Princess) no Japão,[30] 50 em Hong Kong,[32] 50 em Singapura,[31] 33 na Tailândia,[33] 28 na Coreia do Sul,[34] 19 na Malásia,[35] 18 em Taiwan,[36] 16 na Alemanha,[37] 15 na Austrália,[39] 15 no Vietnã,[38] 15 nos Estados Unidos,[40] onze na França,[41] dez em Macau,[43] nove no Reino Unido,[44] oito nos Emirados Árabes Unidos,[45] sete no Canadá,[46] três nas Filipinas,[47] três na Índia,[48] três na Itália,[49] dois na Rússia,[51] um na Bélgica,[52] um em Camboja,[53] um na Espanha,[50] um na Finlândia,[55] um no Nepal,[56] um no Sri Lanka[57] e um na Suécia.[58] Até o momento, 10 983 pessoas sobreviveram ao novo coronavírus.[3]

Brasil

3 estados do Brasil com casos suspeitos em fevereiro de 2020.

Em 28 de janeiro de 2020, o Ministério da Saúde do Brasil confirmou três casos suspeitos de coronavírus, localizados em Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. O Ministério não deu detalhes sobre os pacientes de Porto Alegre e Curitiba e tampouco informou sobre o estado de saúde de ambos. Entretanto, sabe-se que a paciente de Minas Gerais apresentou sintomas compatíveis com o protocolo de prevenção, sendo que ela esteve na cidade de Wuhan, o epicentro do surto do vírus. A paciente encontra-se estável e em isolamento.[80]

Em 3 de fevereiro de 2020, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o Brasil, mesmo sem casos confirmados de infectados com coronavírus, vai reconhecer o vírus como uma PHEIC, sendo que o governo irá determinar as regras sobre a volta dos brasileiros que estão em Wuhan.[81] Em 4 de fevereiro de 2020, confirmou-se que 29 brasileiros que estão em Wuhan vão regressar ao país em 8 de fevereiro, sendo que ficarão 18 dias de quarentena em Anápolis, Goiás,[82] e se houver algum sintoma da infecção, o mesmo será encaminhado ao Hospital das Forças Armadas, em Brasília, para avaliação médica.[83]

Em 5 de fevereiro de 2020, o Senado aprovou o projeto que prevê regras para quarentena para que os brasileiros possam voltar da cidade chinesa de Wuhan.[83] Em 6 de fevereiro de 2020, o Ministério informou que há 9 casos suspeitos do novo coronavírus em 5 estados diferentes do país, sendo que nenhum caso foi confirmado.[84]

No dia 9 de fevereiro, os dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), trazendo o grupo de 34 brasileiros, familiares, médicos e autoridades vindos de Wuhan, na China, desembarcaram na Base aérea de Anápolis, Goiás.[85]

Reações institucionais

Em 10 de fevereiro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro assinou medida provisória (MP) que destina crédito extraordinário de R$ 11.287.803,00 [cerca de 2,3 milhões de euros ou 2,5 milhões de dólares] ao Ministério da Defesa para combate ao vírus. A MP foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) e, portanto, está em vigor. O dinheiro foi redirecionado de uma reserva de contingência que consta no orçamento. De acordo com o texto, o repasse é para custear ações de enfrentamento de "emergência de saúde pública de importância internacional" provocada pelo coronavírus.[86]

Portugal

O primeiro caso suspeito de coronavírus em Portugal deu negativo. A Direção-Geral da Saúde informou que o paciente, que havia regressado da China no dia anterior, estava sob observação e que as análises laboratoriais resultaram em duas amostras biológicas negativas.[87] Quinze dos vinte portugueses que estão na cidade de Wuhan seriam repatriados em 31 de janeiro de 2020,[88] O governo chinês adiou a data de saída dos portugueses em Wuhan para 1 de fevereiro de 2020. No entanto autorizou o repatriamento dos portugueses, elevando o número desses de 15 para 17.[89]

Duas suspeitas do novo coronavírus foram reportadas no Porto e em Cascais. O caso suspeito do Porto é de um cidadão italiano que saiu da China em 22 de janeiro de 2020.[90] Os casos suspeitos no Porto e em Cascais foram dados como negativos, após realização de exames.[91] [92]

Os 20 repatriados que chegaram a Portugal, dos quais dois diplomatas portugueses e duas cidadãs brasileiras, vão permanecer em quarentena. As análises realizados a todos deram negativo ao novo coronavírus.[93] A Direção-Geral da Saúde (DGS) esclarece que o uso generalizado de máscara pode provocar "uma falsa sensação de segurança". Não é recomendado o uso de máscara, em Portugal, exceto para profissionais de saúde, quem tenha viajado para a zona impactada pelo surto ou quem tenha tido "contacto próximo com alguém doente".[94]

Em 4 de fevereiro, surgiram dois casos suspeitos, ambos portugueses, um de 40 anos e outro de 44 anos. O português de 40 anos já estava sob vigilância das autoridades de saúde, tendo estado com um grupo de alemães que integraram uma formação com um doente da China. Já o português de 44 anos é residente na grande Lisboa, tendo sido validados dois critérios do vírus por dois médicos.[95][96]

As amostras biológicas vindas de casos suspeitos são analisadas no Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe (LNRVG), um laboratório de biossegurança de nível 3, localizado no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.[97]

Em 16 de fevereiro, foram reportados mais dois casos suspeitos. Um dos casos suspeitos trata-se de uma estudante portuguesa de 21 anos e que regressou da China há cerca de duas semanas, onde se encontrava a estudar.[98][99]

Reações institucionais

Presidente da República

A 28 de janeiro de 2020, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que tem estado a acompanhar a situação relacionada com o surto do novo coronavírus tal como o repatriamento dos cidadãos portugueses em Wuhan.[100][101]

A 4 de fevereiro, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que o epidemia do novo coronavírus SARS-CoV-2 na China "afeta a atividade económica de uma economia muito poderosa e, portanto, afeta a atividade económica do mundo, ou pode afetar". Admitiu igualmente a possibilidade de perturbações económicas devido à quebra de produção.[102]

Governo

A 26 de janeiro de 2020, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, através de um aviso publicado no Portal das Comunidades Portuguesas, desaconselhou "viagens não essenciais" à China. O alerta teve como motivos eventuais riscos de saúde e as limitações existentes na circulação dentro do país. No mesmo aviso surge a recomendação aos residentes portugueses na China para se registarem junto dos respetivos consulados.[103][104]

Embaixada Chinesa em Portugal

O embaixador chinês em Portugal, Cai Run, afirmou que "durante o combate à epidemia, a China e Portugal têm mantido coordenação e colaboração estreitas, o que é uma forte prova da amizade genuína entre os dois povos". Agradeceu o apoio dado à China no combate à epidemia por parte de "quase cem personalidades políticas de dezenas de países", destacando em particular o secretário-geral das Nações Unidas António Guterres[105][106]

Outras reações

Ricardo George

Segundo o atual presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, a epidemia do novo coronavírus "adquiriu uma expressão pandémica" podendo considerar-se uma pandemia.[107]

Ricardo George recusou afirmar que os "agentes patogénicos estão a tornar-se mais virulentos, mais resistentes", afirmando que o que sucede é que o SARS-CoV-2 trata-se de um novo coronavírus e uma nova estirpe. Constatou igualmente que "estamos perante uma epizootia que deu o salto e provocou uma epidemia".[108]

Raquel Guiomar

A responsável pelo Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios, Raquel Guiomar, realçou que a partilha de informação da sequência genómica do vírus foi crucial para o seu diagnóstico, tendo sido esta partilha por parte de cientistas "rapidíssima".[109]

Impacto

A epidemia coincidiu com o Ano-Novo Chinês, que marca uma grande temporada de festivais para a região e o período mais movimentado de viagens na China. Vários eventos envolvendo grandes multidões foram cancelados pelos governos nacionais e regionais, incluindo o festival anual de Ano Novo em Hong Kong.[110]

Como a China continental é uma grande economia e um centro de manufatura, o surto viral foi visto como uma grande ameaça desestabilizadora para a economia global. Agathe Demarais, da Economist Intelligence Unit, previu que os mercados permanecerão voláteis até que se tenha uma definição dos possíveis resultados. Alguns analistas estimaram que as consequências econômicas da epidemia no crescimento global poderiam superar as do surto de SARS.[111]

Montadoras globais anunciaram que vão parar a produção de veículos. No Brasil, os estoques de peças e equipamentos eletrônicos vindos da China tem previsão de durar até final de fevereiro. Apesar de ainda não faltar produto no comércio, se o abastecimento não for normalizado, os preços podem subir. Levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) apurou que 52 por cento das indústrias pesquisadas apresentam problemas no recebimento de materiais, componentes e insumos vindos da China, principalmente entre as fabricantes de produtos de Tecnologia da Informação.[112]

Em fevereiro de 2020, em meio à crise provocada pelo surto do novo coronavírus, a população de Hong Kong tem formado longas filas para comprar alimentos e demais produtos básicos, como rolos de papel higiênico, em um fenômeno batizado pela imprensa internacional de "consumismo de pânico".[113] Diante disto, políticas de racionamento, como a imposição de um limite máximo de dois itens por cliente, têm sido implementado por algumas redes de supermercados da região.[113]

O Sudeste Asiático é um dos lugares mais afetados em relação ao turismo. O balneário de Pattaya, um dos destinos favoritos dos chineses na Tailândia, geralmente repleto de visitantes, ficou vazio durante o surto. Nos famosos templos de Angkor, no Camboja, a venda de ingressos caiu cerca de trinta por cento, segundo dados do Ministério do Turismo. A mesma situação vive o Vietnã, onde 13 mil reservas de hotel foram canceladas em Hanói. Além disso, as visitas à Baía de Ha Long despencaram mais de 60 por cento.[114] Desde o fim de janeiro, a China colocou em quarentena cerca de 56 milhões de habitantes e proibiu à toda a população viagens organizadas para o exterior.[114]

De acordo com o estudo da Bain & Company, o custo do novo coronavírus pode ultrapassar 70 bilhões de dólares (500 bilhões de yuans) para a China, o que indica uma redução de até 0,5 por cento do PIB, superior à de todos os surtos anteriores. O Banco da China Internacional estima que o impacto a curto prazo nas exportações custará 30 bilhões de dólares, destaca o estudo.[115]

Ver também

Referências

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