Rede de descanso

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Uma rede em uma casa de praia.

A rede de descanso, rede de dormir, cama de rede ou maca é um utensílio doméstico de origem ameríndia, originalmente feita com cipó e lianas. Consiste numa espécie de tecido com alças. Durante o Brasil colônia, era muito utilizada para dormir, enterrar os mortos no meio rural e como meio de transporte, onde os escravos carregavam os colonos em passeios pela cidade e até em viagens.

Com a vinda dos portugueses, as mulheres dos colonos adaptaram a técnica indígena às suas varandas, passando a fazer as redes em algodão (tecido mais compacto), enfeitadas com franjas.

Hoje em dia, as redes são fabricadas de diversas formas e materiais[1], desde as mais tradicionais de fio, tecidas em "batelão" (tear) mecânico ou elétrico, até as feitas a partir de tecido ou de materiais sintéticos como nylon e outros materiais. Na região nordeste do Brasil, a rede ainda é muito utilizada para dormir, em substituição à cama, sendo também tradicionalmente utilizada para descanso em casas de praia (casas de veraneio).

A rede é fabricada oficialmente nas cidades de Irauçuba (Capital Cearense da Rede), São Bento, na Paraíba, Jardim de Piranhas, no Rio Grande do Norte, e em Fortaleza, no Ceará. No interior do Ceará, o município de Jaguaruana e, no interior de Pernambuco, o distrito de Caraibeiras, denominado por muitos de Vila Rica e localizado no município de Tacaratu, são locais muito conhecidos também pela confecção artesanal de mantas, tapetes, jogos de tapetes para banheiro, jogos americanos, xales para sofá etc.

Elementos constitutivos[editar | editar código-fonte]

A tradicional rede de descanso nordestina, também conhecida na região como “rede de dormir” ou simplesmente “rede”, é composta basicamente por três elementos constitutivos:

  • Pano: elemento retangular de tecido onde a pessoa se deita, sendo o principal e mais vistoso componente da rede.
  • Cordas: elementos que ligam o pano aos punhos, encarregados de concentrar os esforços produzidos pela carga sustentada pelo pano, convergindo-os para os punhos, e
  • Punhos: elementos em formato de aros, localizados nas extremidades da rede, para onde as cordas concentram a carga a ser suportada.

Além dos elementos funcionais básicos, a rede tradicional nordestina frequentemente é dotada de elementos estéticos e decorativos, como franjas ou varandas, pendentes em cada lateral do Pano. Junto com as cores e padronagens estes elementos completam e harmonizam a peça.

Acessórios disponíveis para redes[editar | editar código-fonte]

Após passar muito tempo sem grandes inovações, hoje existem empresas dedicadas a desenvolver acessórios para a rede. Além de prolongadores de rede, populares há algum tempo, hoje existem produtos para encurtar a rede de dormir : 1- "Anjo da Rede", ou simplesmente "Anjo" [2][3] , produto patenteado do designer paraense Jorge Sá Ribeiro que conquistou o primeiro lugar no Prêmio Design Museu da Casa Brasileira[4]; 2- RegulaRede : Regulador de comprimento de rede de dormir.

Os principais acessórios disponíveis no mercado para as redes são:

  • Prolongadores de rede do de corrente ou corda
  • Prolongadores de rede do tipo "mola" ou "S"
  • Armadores de rede embutidos na parede ou externos afixados com parafusos
  • Mosqueteiros para proteger de insetos
  • Encurtador de rede modelo "Anjo" - patente MU 9103178-8
  • Regulador de comprimento de rede modelo "RegulaRede".

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Rede" é oriundo do termo latino rete.[5] "Maca" é oriundo do termo taino hamaca.[6]

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Referências

  1. «Momento relax: 10 tipos de rede de descanso para ter em casa já». Homepedia. Consultado em 30 de setembro de 2019 
  2. Anjo da rede. Disponível em http://anjodarede.com/. Acesso em 12 de abril de 2014.
  3. Web, Redação. «Produto para encurtar rede de dormir faz sucesso no Nordeste - Negócios - Diário do Nordeste». Diário do Nordeste. Consultado em 3 de dezembro de 2015 
  4. «Museu da Casa Brasileira - MCB». www.mcb.org.br. Consultado em 28 de março de 2016 
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 466.
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 056.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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