Hipertrofia muscular

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Hipertrofia muscular envolve o aumento do músculo através do crescimento, em tamanho, dos componentes das células. Dois fatores contribuem para a hipertrofia: a hipertrofia sarcoplasmática, que está relacionada ao aumento na capacidade do músculo em guardar glicogênio; e hipertrofia miofibrilar, que está relacionado ao aumento do tamanho das miofibrilas [1].

A hipertrofia não se deve somente à musculação. É necessária uma dieta adequada para suprir a perda de energia e possibilitar a construção do músculo. Uma dieta inapropriada acompanhada de musculação pode resultar em perda de conteúdo proteico no tecido muscular, pois o corpo utilizará as proteínas dos músculos para suprir as demandas energéticas. Devido à grande exigência social, e por necessidades estéticas imediatistas, alguns jovens optam pelo uso de esteróides anabolizantes, substâncias que proporcionam um rápido ganho muscular e que podem gerar uma série de problemas na saúde. A hipertrofia, que consiste no ganho de massa muscular, ocorre quando o músculo faz determinado esforço.

Como a hipertrofia é estimulada[editar | editar código-fonte]

Os estímulos que causam o aumento das células dos músculos são uma resposta adaptativa do corpo que servem para aumentar a habilidade em gerar força e resistir fadiga.

Musculação[editar | editar código-fonte]

Musculação, ou treinamento resistido, causa adaptações tanto neurais como musculares que aumentam a capacidade de um indivíduo e produzir força através da contração muscular. Após um período, conforme a adaptação neuro-muscular ocorre, o processo de hipertrofia muscular poderá ser observado através do aumento de tecido muscular. Este aumento em tamanho é causado pela adição de sarcômeros também por conta do fluído sarcoplasmático [2]. Os mecanismos exatos que causam a hipertrofia muscular não são claramente entendidos, tendo como as hipóteses mais aceitas a combinação de tensão mecânica, fadiga metabólica e dano muscular como fatores mais relevantes para causar tais adaptações. O princípio de sobrecarga progressiva, uma estratégia onde aumentamos a sobrecarga ou repetições através do treino resistido é um princípio fundamental fortemente associado a hipertrofia muscular.

Fatores que influenciam a hipertrofia[editar | editar código-fonte]

Fatores biológicos (como sexo e gênero), nutrição e estratégia de treino poderão afetar diretamente a hipertrofia muscular [3].

Diferenças individuais de ordem genética são responsáveis por uma parcela substancial na massa muscular preexistente de um indivíduo. Em estudos realizados com gêmeos fraternos estima-se que 52% na variação de massa muscular é de ordem hereditária e 45% das variações presentes nas fibras musculares são de ordem genética [4].

A hipertrofia muscular poderá ocorrer de forma acelerada durante a puberdade em homens e será interrompida ao atingir a fase adulta. Como a testosterona é o principal hormônio presente na puberdade e está fortemente relacionado ao crescimento muscular, homens poderão presenciar hipertrofia de forma mais fácil, tendo até 60% mais massa muscular do que mulheres (em uma escala absoluta) [5].

Através da nutrição é possível acelerar a hipertrofia muscular ingerindo mais calorias do que o que o corpo queima de acordo com a taxa metabólica de um indivíduo. Um aumento na necessidade de proteínas, através de aminoácidos de cadeia ramificada, como a leucina, se torna necessário para que a síntese de proteína seja favorável e consequentemente favoreça a hipertrofia.

Estratégias de treino que estimulam adaptação neural-muscular através do volume de trabalho constantemente aumentando também afetará diretamente a velocidade da hipertrofia muscular [6].

O que é hipertrofia?

Referências

  1. Baechle, Thomas R. (2008). Essentials of strength training and conditioning. Estados Unidos: [s.n.] 
  2. Schoenfeld, Brad. Science AND Development OF Muscle Hypertrophy. [S.l.: s.n.] pp. Páginas 1–15 
  3. «How Do Muscles Grow?». www.unm.edu. Consultado em 16 de fevereiro de 2019 
  4. Arden, N. K.; Spector, T. D (1997). Genetic Influences on Muscle Strength, Lean Body Mass, and Bone Mineral Density: A Twin Study. [S.l.: s.n.] pp. 2076–2081 
  5. Miller, A. E. J; MacDougall, J. D; Tarnopolsky, M. A; Sale, D. G (1993). «Gender differences in strength and muscle fiber characteristics.». . European Journal of Applied Physiology and Occupational Physiology. [S.l.: s.n.] pp. 254–262 
  6. «Hipertrofia muscular - o que é e como amplificar os seus resultados». Hipertrofia. 7 de agosto de 2017. Consultado em 16 de fevereiro de 2019 
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